sábado, 4 de fevereiro de 2017


LUGAR NENHUM.



PLEBE Rude. Nunca fomos tão brasileiros. EMI-Odeon, 1987.

Em 1987, após o fracasso do Plano Cruzado, criado pelo presidente José Sarney, o Brasil estava novamente no olho do furacão de mais uma crise econômica, com desemprego e inflação de três dígitos.

A banda brasiliense, Plebe Rude, no ano anterior, tinha vendido 200 mil cópias de seu disco O concreto já rachou, mas isso já era outro Brasil. Nunca mais em sua história, venderiam tantos discos assim.

Nunca fomos tão brasileiros chegou mais raivoso ainda. O país sentia-se traído pelo governo. Sarney tinha empossado as donas de casa como suas fiscais, para o controle dos preços congelados, e logo após as eleições para governador de estado e deputados, autorizou o descongelamento dos preços, levando para as alturas as tarifas de energia elétrica e gasolina, e tudo o que se seguia.

Os militares haviam saído de cena, e as velhas raposas haviam tomado conta do galinheiro.

Nunca fomos tão brasileiros é testemunha ocular dessa cena particular da história do Brasil.



TRACK BY TRACK

  1. Bravo Mundo Novo **
  2. Nova Era Techno   **
  3. 48  **
  4. Não Tema  **
  5. Censura ***
  6. Nada  **
  7. Nunca Fomos Tão Brasileiros **
  8. A Ida  ***
  9. Consumo ***
  10. Códigos **
  11. Mentiras Por Enquanto  **



A BANDA:

Philippe Seabra – Guitarra e voz;

Gutje – Bateria;

André X – Guitarra e voz;

Jander Bilaphra – Baixo.



Ouça a faixa Censura em nosso canal do Youtube: https://youtu.be/mECjZGbYj_4

Leia mais sobre o caos do governo democrático em www.historianaolinear.blogspot.com.br


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