quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

BROCK!

O rock produzido nos anos 1980, foi o mais visceral, poético e anárquico de toda a história brasileira, em um tempo onde não existia Anita, nem Pablo ou Tyrone Cigano.


Mas se você pensa que os “golden years” do Brock (alcunha criada pelo jornalista Artur Dapieve para o rock brasileiro anos 80) se resume a Legião Urbana, Titãs e Paralamas do Sucesso, você está redondamente enganado. Há um oceano de bandas de rock tupiniquins que não conseguiram alcançar o estrelato, e nem frequentaram o palco do Cassino do Chacrinha nas tardes de sábado, em meio ao rebolado provocativo de Rita Cadilac e companhia.
A explosão do rock nacional começou no longínquo ano de 1982, com o lançamento do compacto da Blitz, Você não soube me amar. A partir daí, novas bandas começariam a surgir. A linguagem musical iniciara uma mudança. Os generais ainda estavam no poder e logo a política estaria na pauta do rock.
O movimento punk, oriundo da Inglaterra teve papel importante na formação do novo rock brasileiro na década de 1980.
Depois, em 1985, o festival Rock in Rio, faria o rock estourar de vez nas rádios e televisões de todo o país.
Surgiria o rock de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Salvador. Cada cidade com suas peculiaridades e características próprias, enriquecendo o cenário e a história.
Por trás da trilha de sucesso de RPM, Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii, seguiam bandas de grande relevância, esquecidas no ostracismo, como os Cascavelles, Cabine C, Finis Africae, Nau, Patife Band, Picassos Falsos, Replicantes, e por aí vai.
Com o fim da década de 1980, a redemocratização política e a ascensão de Fernando Collor, o rock foi perdendo espaço na mídia e reduzindo suas vendas. A década de 1990 pertenceria a Zezé di Camargo, Leandro & Leonardo e seus similares.
O advento da internet proporcionou a democratização da informação, tornando infinitamente mais fácil o resgate da produção de tais bandas.
Cabe a nós mantermos acesa a pira da memória.

Salve, Rock!

Sem comentários:

Enviar um comentário