BROCK!
O rock produzido nos anos 1980, foi o mais visceral, poético e anárquico de toda a história brasileira, em um tempo onde não existia Anita, nem Pablo ou Tyrone Cigano.
Mas se você
pensa que os “golden years” do Brock (alcunha criada pelo jornalista Artur
Dapieve para o rock brasileiro anos 80) se resume a Legião Urbana, Titãs e
Paralamas do Sucesso, você está redondamente enganado. Há um oceano de bandas
de rock tupiniquins que não conseguiram alcançar o estrelato, e nem
frequentaram o palco do Cassino do
Chacrinha nas tardes de sábado, em meio ao rebolado provocativo de Rita
Cadilac e companhia.
A explosão do rock
nacional começou no longínquo ano de 1982, com o lançamento do compacto da
Blitz, Você não soube me amar. A partir
daí, novas bandas começariam a surgir. A linguagem musical iniciara uma
mudança. Os generais ainda estavam no poder e logo a política estaria na pauta
do rock.
O movimento punk, oriundo da Inglaterra teve papel
importante na formação do novo rock brasileiro na década de 1980.
Depois, em
1985, o festival Rock in Rio, faria o rock estourar de vez nas rádios e televisões
de todo o país.
Surgiria o rock
de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Salvador. Cada cidade
com suas peculiaridades e características próprias, enriquecendo o cenário e a
história.
Por trás da
trilha de sucesso de RPM, Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii, seguiam
bandas de grande relevância, esquecidas no ostracismo, como os Cascavelles,
Cabine C, Finis Africae, Nau, Patife Band, Picassos Falsos, Replicantes, e por
aí vai.
Com o fim da
década de 1980, a redemocratização política e a ascensão de Fernando Collor, o
rock foi perdendo espaço na mídia e reduzindo suas vendas. A década de 1990
pertenceria a Zezé di Camargo, Leandro & Leonardo e seus similares.
O advento da
internet proporcionou a democratização da informação, tornando infinitamente
mais fácil o resgate da produção de tais bandas.
Cabe a nós
mantermos acesa a pira da memória.
Salve, Rock!

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